Palavras de Paulo Guedes, durante a transmissão de cargo, revelam as doenças do Brasil, mas a cura é possível

 Paulo Guedes lastimou a política dos "campeões nacionais", que abriu as arcas de bancos públicos para gigantes como a JBS durante os governos dos PT. "Não foi para o microcrédito que bancos públicos se perderam, eles se perderam nos grandes programas em que piratas privados, burocratas corruptos e criaturas do pântano político se associaram contra o povo brasileiro. O Brasil foi corrompido pelo excesso de gastos, e o Brasil parou de crescer pelo excesso de gastos". Embora não tenha esmiuçado seus projetos, Paulo Guedes informou que perseguirá três prioridades: a reforma da Previdência, as privatizações e a simplificação do sistema de impostos.

"Quem legisla tem as maiores aposentadorias, quem julga tem as maiores aposentadorias, o povo brasileiro, as menores", declarou Paulo Guedes. Estavam na plateia os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Supremo, Dias Toffoli. A mexida na Previdência, disse o ministro, "é o primeiro e maior desafio a ser enfrentado. Se for bem-sucedido esse enfrentamento, a dois meses, três meses à nossa frente, nós temos dez anos de crescimento sustentável pela frente."

Ora, hoje mais de 90% do Orçamento da União é feito de despesas fixas, imexíveis. Coisa muito cômoda, pois os congressistas ficam desobrigados de queimar os miolos para decidir em que áreas as verbas públicas devem ser aplicadas. Na opinião de Paulo Guedes, os políticos estão com a imagem no chão porque a opinião pública percerbeu que eles têm "muitos privilégios e poucas atribuiçõs."

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