Fim das coligações causa pânico em pré-candidatos a vereador


 Diferente dos pleitos passados, as eleições de 2020 não terão alianças proporcionais, ou seja, união de várias siglas para garantir o máximo de vagas no Legislativo. Pelas novas regras, serão eleitos, os candidatos a vereador com mais votos. Até as eleições de 2016, os partidos poderiam se coligar e eleger um maior número de representantes ao Legislativo.

Priscila Brito, especialista em Direito Eleitoral, analisa um dos assuntos que mais tiram hoje o sono dos vereadores e dos possíveis candidatos ao Legislativo nas cidades brasileiras, especialmente do interior do Nordeste.

Priscila define o assunto como inquietando todos os vereadores das cidades brasileiras. “Na prática, as chapas que antes eram formadas por candidatos de vários partidos diferentes, passam agora a ser formadas apenas por candidatos da mesma agremiação partidária, e assim serão eleitos os candidatos mais votados de cada partido e não mais das coligações”, expõe Priscila.

Para a advogada além de o partido precisar atingir o quociente eleitoral, os candidatos que disputam uma vaga no Legislativo precisam alcançar um desempenho mínimo de 10% dos votos do quociente eleitoral. “Ou seja, acabou aquela história de vereador sendo eleito sem votos”. Na prática, é o fim do efeito Tiririca.

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